quinta-feira, 12 de julho de 2012

Receptores Farmacológicos


  Os fármacos interagem com macromoléculas (receptores normalmente proteínas) da célula que regulam funções básicas como a atividade enzimática, permeabilidade, processos de transporte, características estruturais, função de molde, etc... Os receptores localizam-se na superfície ou no interior da célula efetora (que realiza funções específicas), e a ligação de agonistas específicos a esses receptores desencadeia a resposta característica. Eles determinam, em grande parte, as relações quantitativas entre a dose ou concentração dos fármacos e seus efeitos farmacológicos, são responsáveis pela seletividade da ação dos fármacos, medeiam às ações agonistas e antagonistas farmacológicos.

ü  Agonista: Molécula que ativa um receptor, produzindo um efeito semelhante ao da molécula de sinalização fisiológica.

ü  Agonista inverso: Molécula que ativa um receptor para produzir um efeito cuja direção é oposta a do agoniza reconhecido.

ü  Antagonista: Molécula que impede a ação de um antagonista num receptor ou a respostas desencadeadas, porém não tem efeito intrínseco (essencial).

ü  Agonista parcial: Molécula que ativa um receptor, produzindo um efeito submáximo, porém antagoniza a ação de um agonista parcial.

ü  Antagonista competitivo: Compete com o agonista em um mesmo sítio de ação.

Mecanismos transdutores:

ü  Receptores acoplados à proteína G: O ligante extracelular é detalhado especificamente por um receptor de superfície celular. Por sua vez, o receptor desencadeia a ativação de uma proteína G localizada sobre a face citoplasmática da membrana plasmática, a seguir a proteína G ativada modifica a atividade de um elemento efetor, geralmente uma enzima ou canal iônico.

ü  Receptores dos canais iônicos intrínsecos: Esses receptores de superfície celular circundam canais iônicos seletivos (de Na+, K+, Ca+ ou Cl-) no interior de suas moléculas. A ligação do agonista abre o canal e provoca despolarização ou hiperpolarização/ alterações na composição iônica do citossol, dependendo do íon que flui pelo canal.

ü  Receptores enzimáticos: Envolve uma proteína receptora transmembrana, na qual as reações enzimáticas intracelulares são dependentes do ligante, os ligantes se liga a superfície de domínio da proteína.

ü  Receptores que regulam a expressão gênica: Atua na transcrição de DNA, nesse processo a membrana é penetrada pelo fármaco ou ligante ocorrendo reações intracelulares.

Função dos receptores:
Propagar sinais reguladores do meio externo para o interior das células efetoras, quando as espécies moleculares que transportam o sinal não podem penetrar na membrana.
Adaptar-se a alterações a curto e a longo prazo no meio regulador bem como manter a homeostasia
Amplificar o sinal
Integrar vários sinais reguladores extra e intracelulares

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Resumão de farmacocinética:



Farmacocinética:

O que o corpo faz com a droga. Refere-se ao movimento da droga nos sistemas biológicos e a sua alteração pelo corpo, desde a entrada, distribuição e eliminação.

Considerações: Via de adm., dose, tempo de início tempo levado para atingir ação máxima e a duração da ação.

Transporte:

Membranas biológicas:

Transporte dos Fármacos
Difusão passiva
A favor do gradiente de concentração, + importante.
Filtração
Passagem dos fármacos através de poros ativos usam esse mec. Fármacos insolúveis e lipídios.
Transporte ativo
Contra grad. de concentração (energia)
Pinocitose
Transporte através de vesículas
Difusão facilitada
 A favor do grad. com prot. Trans.
* Quanto mais lipossolúvel mais rápida a difusão.











Vias de Administração: Afeta a absorção visto as peculiaridades de cada via.

Via oral
O revestimento do TGI interfere, + segura, conveniente, autodidata, não invasiva, +barato. Ação lenta sofre efeito de 1ª passagem.
Via sublingual
Apenas para drogas lipossolúveis e não irritantes, omitem efeito de 1ª passagem, abs. direta. Na circ.
Via subcutânea e Intramuscular
mais lenta, superficial n pode substa. Irritantes, intra: pode (mais profundo)
Via intravenosa
diretamente na corrente sanguínea
Locais tópicos (Pele, córnea, mucosas)
lenta (pele intacta) depende da liposs.



Absorção: O movimento da droga do seu local de adm. para a circulação. Não apenas a fração da dose adm absorvida como também a taxa de absorção são importantes. Fatores que afetam: Solubilidade aquosa, concentração, área de sup. de abs., via de adm.

Biodisponibilidade: Refere-se à velocidade e extensão de absorção do fármaco dependente da posologia, curva de concentração-tempo no sangue ou excreção na urina.

Por via IV a biodisponibilidade é de 100%! Em ingestão oral frequentemente mais baixa visto que:

a)      O fármaco pode sofrer absorção incompleta;

b)      O fármaco absorvido pode sofrer metabolismo de 1ª passagem na parede intestinal/fígado ou ser excretado na bile.

A variação na biodisponibilidade é importante com fármacos que apresentam baixa margem de segurança (digoxina), ou quando a dose exige um rigoroso controle.

Distribuição: Uma vez alcançada a corrente sanguínea, o fármaco distribui-se para outros tecidos sendo o gradiente de concentração do plasma para os tecidos.

Fatores que governam o volume de distribuição dos fármacos: Coeficiente de água do fármaco; Valor do pKa do fármaco; Grau de ligação às proteínas plasmáticas; Afinidade por diferentes tecidos; Gordura: relação da massa corporal; Doenças como uremia, cirrose.

Biotransformação (Metabolismo): Refere-se à alteração química sofrida pela droga no corpo. Esse processo é necessário para transformar compostos não polares (lipossolúveis) em polares (hidrossolúveis), de modo que não sejam reabsorvidos pelos túbulos renais e sejam excretados. Reação não sintética: Oxidação: a inserção de um átomo de O2 produz intermediários altamente reativos, a maioria das reações de oxidação envolvem uma proteína que pertence ao grupo das não sintética chamada P-450. Isoenzima importante CYP3A4/5(envolvida em quase 50% das biotransformações de fármacos).

Reação de síntese: envolve os compostos com o grupo hidroxila ou ác. Carboxílicosão facilmente conjugados com o ác. Gglicurônico, que provém da glicose.

Excreção: Refere-se à eliminação da droga absorvida sistemicamente. São excretadas na:

Urina
via mais importante
Fezes
a maior parte da droga presente nas fezes deriva da bile
Ar exalado
gases e líqu. voláteis elim. pelos pulmões
Saliva e suor
metais pesados
Leite
importante para o lactante



ü  Meia-vida plasmática: Refere-se ao tempo levado para que a concentração plasmática seja reduzida a metade do seu valor original.

ü  Margem terapêutica: Concentração na qual há efeito farmacológico se haver efeito tóxico.
Até mais!


sexta-feira, 25 de maio de 2012


Assunto de Hoje:

Farmacocinética




Refere-se ao estudo quantitativo do movimento das drogas relacionado com a sua entrada, distribuição e eliminação do corpo. A intensidade da resposta está relacionada à concentração do fármaco no local de ação.
As considerações farmacocinéticas incluem a(s) via(s) de administração, a dose, o tempo de início, o tempo levado para atingir a ação máxima e a duração da ação frequência de administração de um fármaco.


Todos os processos farmacocinéticos envolvem o transporte da droga através das membranas biológicas (dupla camada de moléculas de fosfolipídio e colesterol).

As drogas são transportadas através das membranas por:

Difusão passiva: A droga difunde-se através a membrana em direção a seu gradiente de concentração. Trata-se do mecanismo mais importante para maioria das drogas. Uma droga com maior lipossolubilidade irá atingir concentrações mais altas na membrana e sofrer rápida difusão. Além disso, quanto maior a diferença na concentração da droga nos dois lados da membrana, mais rápida a sua difusão.

Filtração

Refere-se à passagem da droga através de poros aquosos na membrana ou dos espaços paracelulares. Os fármacos insolúveis irão atravessar a membrana biológica por filtração, se o seu tamanho molecular formam menor do que o diâmetro dos poros.

Transporte especializado:

Mediado por transportador- a roga combina-se com um transportador presente na membrana, e a seguir o complexo é transloucado de um lado da membrana para outro.

Transporte ativo: O movimento ocorre contra o gradiente de concentração necessita de energia.

Difusão facilitada: Esse processo de transporte é mais rápido do que difusão simples e transloucam até mesmo substâncias não difusíveis, ao longo do seu gradiente de concentração sem precisar de energia.

Pinocitose: Processo de transporte através da célula na forma particulada, através da formação de vesículas.

Absorção

Refere-se ao movimento da droga do seu local de administração para a circulação.


Solubilidade aquosa: Os fármacos administrados em forma sólida devem dissolver-se na biofase aquosa, antes de serem absorvidos.

Concentração: O transporte passivo depende do gradiente de concentração. Um fármaco administrado na forma de solução concentrada é mais absorvido mais rapidamente do que na de solução diluída.

Área de superfície de absorção quanto maior mais rápida.

Via de administração: Afeta a absorção dos fármacos, visto que cada via tem suas próprias peculiaridades.
Via oral, via subcutânea e intramuscular, locas tópicos (pele, córnea, mucosa).
Biodisponibilidade:

Refere-se à velocidade e extensão de absorção de uma droga decorrentes da sua forma posológica, determinada pela sua curva de concentração-tempo no sangue ou excreção na urina.

A biodisponibilidade de uma droga injetada por via intravenosa é de 100% porém frequentemente mais baixa após a sua ingestão oral visto que:

a) O fármaco pode sofrer absorção incompleta
b) O fármaco absorvido pode sofrer metabolismo de primeira passagem na parede intestinal/fígado ou ser excretado na bile.

Distribuição
Uma vez alcançada a corrente sanguínea, o fármaco distribui-se para outros tecidos que inicialmente não tem qualquer fármaco, sendo o gradiente de concentração na direção do plasma para os tecidos.

Fatores que governam o volume de distribuição dos fármacos
Coeficiente de partição lipídio: água do fármaco
Valor de pKa do fármaco
Grau de ligação ás proteínas plasmáticas
Afinidade por diferentes tecidos
Gordura: relação da massa corporal magra
Doenças, como ICC, uremia, cirrose.

Biotransformação
Refere-se à alteração química sofrida pela droga no corpo. Esse processo é necessário para transformar compostos não polares (lipossolúveis) em polares (insolúveis em lipídeos), de modo que não sejam reabsorvidos nos túbulos renais e sejam por isso excretados. As drogas hidrofílicas, como, por exemplo, a estreptomicina, a neostigmina e o decametônio, etc., não são, em sua maioria, biotransformadas, sendo excretados na sua forma inalterada. Os mecanismos envolvidos no metabolismo das drogas (essencialmente substâncias estranhas) foram desenvolvidos para proteger o corpo de toxinas ingeridas.

Excreção: refere-se à eliminação da droga absorvida sistematicamente.
Urina: Através dos rins. Trata-se da via mais importante de exceção para a maioria das drogas

Fezes: A maior parte da droga presente nas fezes deriva da bile.

Ar exalado: São eliminados pelos pulmões independentemente de sua lipossolubilidade.
Saliva e suor: Via de excreção de menor importância
Leite: não é importante para a mãe, porém o lactante recebe inadvertidamente a droga.



Fonte: Farmacologia Básica E Clínica - Katzung, Bertram G. 8 Ed

Espero que tenham gostado! Em breve publicarei mais!
Beijos

domingo, 22 de abril de 2012

Diferenças entre remédio, medicamento, fármaco e droga.

Remédio: é o que nos remete a uma interpretação mais ampla do que o simples ato de tratar um paciente através de medicamento. Nele se inclui o emprego de agentes terapêuticos como, massagem, fisioterapia, caminhadas, sorriso, beijo, (hum...) além de qualquer outro recurso empregado no tratamento, incluindo aí medicamentos.
Medicamento: É um produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática (preventiva), curativa, paliativa, ou para fins de diagnóstico.

Fármaco: Seria Princípio Ativo, é uma substância orgânica ou inorgânica de composição conhecida.

Droga: A OMS (Organização Mundial de Saúde, 1966) definiu como qualquer substância ou produto utilizado com a intenção de ser usado para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos visando benefício do receptor.

Obs.: O termo “drogas” também está sendo utilizado para referir-se às substâncias de dependência e abuso. Todavia, esse uso de sentido restrito e negativo constitui infeliz corrupção de um termo consagrado pelo tempo.

 
Vídeo interessante feito por Fernando Mafra, falando sobre essas diferenças:



Beijos e até mais!

sábado, 21 de abril de 2012

Welcome!

Blog dedicado aos apaixonados (as) por Farmácia e Ciências Biológicas, assim como eu. Tenho por objetivo explanar assuntos relacionados a essas áreas, assim como também aprender com vocês trocando informações e conversas sobre. Tentarei enviar resumos de assuntos abordados na facul, material para estudo e sites de pesquisa que considero interessantes!    Sejam Bem-Vindos!!!